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09/06/2008
Palestra marca Dia Mundial Sem Tabaco.
Para chamar atenção dos colaboradores do HE sobre a importância do assunto, o Núcleo de Oncologia do Hospital Espanhol promoveu uma palestra sobre tabagismo.

   Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório alarmante com os números da epidemia do tabaco, sendo o cigarro responsável pela morte de mais de 5,4 milhões de pessoas em todo o mundo. A OMS estima que em 2030 o número de vítimas chegue a oito milhões por ano. O hábito de fumar provoca doenças como Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), hipertensão arterial sistêmica (HAS), DPOC (enfisema e bronquite), cânceres (pulmão, esôfago, bexiga, garganta, laringe) entre outras doenças. Para chamar atenção dos colaboradores do HE sobre a importância deste assunto, na semana em que o mundo celebra o Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, o Núcleo de Oncologia do Hospital Espanhol (NOHE) promoveu, no dia 29 de maio, uma palestra sobre tabagismo, ministrada pelo pneumologista Dr. Adelmo Machado, no auditório da instituição.
   Nos anos 50, fumar era sinônimo de estar na moda. A indústria do tabaco se fazia presente na maioria dos filmes daquela época, pois sempre mostravam os atores principais com um cigarro na mão. A associação entre o cinema e a indústria do fumo, o que perdura até hoje, acabou gerando uma imagem de que o hábito era glamuroso, conquistando, assim, muitos adeptos da prática que atualmente é considerada politicamente incorreta. “O tabagismo tirou a vida de aproximadamente 100 milhões de pessoas no século 20, e este número pode chegar a um bilhão no século atual se não houver um trabalho de prevenção ao hábito”, alertou Dr. Machado. De acordo com o médico, o tabagismo é a principal causa de enfermidades evitáveis e incapacidades prematuras chegando a ser a primeira causa de morte ainda neste século.
  Além de trazer prejuízos à saúde de quem fuma, os não fumantes também acabam tendo inúmeros problemas por estarem expostos à fumaça. Dr. Machado afirma que para combater este mal é fundamental não começar a fumar e para quem já fuma, buscar ajuda. Ainda de acordo com o médico, com as grandes descobertas na medicina, os pacientes que não conseguem abandonar o vício podem utilizar inúmeras opções terapêuticas eficazes, muitas vezes associando a terapia cognitiva comportamental e medicações, reduzindo em muito o sofrimento do paciente com os sintomas de abstinência ao parar de fumar. “Quanto mais precoce se para de fumar, maior é a sobrevida e a qualidade de vida. Com o tratamento, menores são os riscos de aquisição de doenças relacionadas ao tabaco”, garante.

Dr. Adelmo Machado desenvolve pesquisa de doutorado pela UFBA sobre tabaco, álcool e outras substâncias psicoativas, é membro da Comissão Nacional de Combate ao Fumo (Associação Médica Brasileira) e da "Rede de pesquisa Sobre Drogas" (Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD).

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