Neste inverno, os termômetros da capital baiana têm registrado números pouco convencionais: eles chegam a marcar 21°C. Apesar do clima agradável, muitos organismos reagem negativamente a essa queda de temperatura e não é raro encontrar no ambiente familiar ou do trabalho alguém que já tenha sido vítima de alergias respiratórias e viroses. Essas doenças são caracterizadas como “doenças de inverno”.
De acordo com o pneumologista Adelmo Machado, do Serviço de Pneumologia do Hospital Espanhol, as alergias respiratórias são reações imunológicas a fatores externos, que levam às inflamações das vias respiratórias. Por isso, nesse período, os alérgicos devem ficar ainda mais atentos aos sinais do organismo. Os mais comuns são congestão nasal, olhos irritados, espirro, tosse, coceira no nariz e na garganta. Também nessa estação, o contato com substâncias como pólen, pelúcia, poluição e poeira favorecem o aparecimento destas alergias. “Dessa forma, é importante que o ambiente da casa esteja sempre limpo”, avisa o pneumologista.
Embora simples, as viroses relacionadas às vias respiratórias são comuns e consideradas as mais relevantes do ponto de vista de saúde pública, devido ao aumento no número de pacientes acometidos. “Fora os conhecidos, há ainda muitos vírus não catalogados. Por isso, não é incomum o paciente ter sintomas e os exames não detectarem nada”, explica Carlos Brites, infectologista do Hospital Espanhol. E complementa: “As crianças de até dois anos de idade sofrem mais do que os adultos. Por possuírem o sistema imunológico ainda não completamente desenvolvido, são as maiores vítimas de doenças como meningite, sarampo e rubéola”.