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Visão além do alcance
Hospital Espanhol investe em equipamentos de alta tecnologia para resultados de exames cada vez mais precisos, eficientes e seguros.
Visão além do alcance
 

Em constante evolução, o Serviço de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva tem dado largos passos no quesito tecnologia. Hoje, os exames diagnósticos são incrivelmente precisos, com alto poder de resolução nos possibilitando identificar precocemente diversas doenças. Ciente desta nova realidade e seguindo o exemplo de diversas instituições internacionais, o Hospital Espanhol acabou de fechar uma parceria com a UNIGED (Unidade Especializada em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva), coordenada pelo Dr. Wladimir Araújo, que de forma pioneira passa a prestar o serviço de alta tecnologia com equipamentos de última geração. Este é o primeiro Hospital da Bahia a realizar os exames de Ecoendoscopia digestiva e Enteroscopia por cápsula endoscópica.

A ecoendoscopia (ECO-EGD) ou ultrassonografia endoscópica (USE) é método de diagnóstico que foi incorporado à prática médica gastroenterológica nos anos 80. Nos 10 anos que se seguiram, ficou demonstrada a sua acurácia como método ímpar na detecção-rastreamento e estadiamento loco-regional de tumores do esôfago, estômago, colons e pâncreas, no diagnóstico de litíase biliar, além de valor comprovado no estadiamento do câncer de pulmão, entre outros.
Mais recentemente os estudos têm se preocupado em demonstrar o impacto das informações obtidas com a ECO-EGD no algoritmo diagnóstico, terapêutico e, consequentemente, nos custos envolvidos.

Informações fornecidas por exames ECO-EGD alteraram a conduta final em mais de 65% dos casos sendo que a “nova” conduta foi significativamente menos invasiva, menos arriscada e menos onerosa.
Aproximadamente em 5% de todos os exames de endoscopia digestiva alta encontram-se lesões elevadas revestidas por mucosa íntegra. São lesões oriundas das camadas mais profundas das paredes esofágica, gástrica e duodenal tais como miomas, tumores estromais, lipomas, schwanomas entre outras, sendo que biópsias convencionais não conseguem obter amostras destas lesões tal sua profundidade. Nas lesões gástricas estromais (30 % de chance de corresponder à lesão neoplásica) a ECO-EGD é o único método capaz de caracterizar e obter tecido para análise destas lesões, sendo mais eficaz e menos onerosa que os outros métodos.

Em oncologia, é comprovadamente o método mais acurado para definir a profundidade dos tumores na parede digestiva e envolvimento de linfonodos (esôfago, estômago e reto). Aspecto importante é a possibilidade de efetuar biópsias, confirmando sua natureza metastática.
São frequentes as lesões aparentemente ressecáveis em que a ECO-EGD demonstra extensão linfática à distância ou mesmo invasão de estruturas nobres, o que modifica ou contra-indica o tratamento cirúrgico.
Nesta mesma linha de pensamento, inclui-se a ECO-EGD no diagnóstico do câncer de pâncreas. Frequentemente são lesões sólidas comprovadamente irressecáveis à tomografia e ressonância magnética e, para obter-se o diagnóstico histopatológico (indispensável para quimioterapia) em geral, utiliza-se laparotomia. Através da ECO-EGD é possível realizar punção ecoguiada e obter material para análise em mais de 90% dos casos.

Na litíase do colédoco, a ECO-EGD é o método mais acurado para detecção de cálculos da via biliar principal e da vesícula biliar independentemente do tamanho do cálculo ou do calibre da via biliar.
Em até 30% destes casos, encontram-se micro-cálculos na vesícula biliar ou no hepatocolédoco.
Outras indicações têm sido a pancreatite crônica, pólipos de vesícula, fístulas ânus-retais e hipertensão portal.
A enteroscopia por cápsula endoscópica, introduzida recentemente no Brasil, trata-se de um exame não invasivo, ou seja, que não requer sedação nem internação e praticamente não oferece riscos. O procedimento é simples e indolor: o paciente engole naturalmente uma cápsula com cerca de 1.1 cm x 2.6 cm , dentro da qual existe uma câmera capaz tirar fotos. As imagens são transmitidas para um cinturão preso ao paciente.

Este exame visa estudar as doenças do intestino delgado impossíveis de serem avaliadas pelos métodos tradicionais. A melhor aplicação da enteroscopia por cápsula é no diagnóstico do sangramento digestivo de origem obscura. Outras condições clínicas que acometem o intestino delgado, como doença de Crohn, telangiectasias hemorrágicas hereditárias, síndromes poliposes, tumores de delgado, síndrome de imunodeficiência adquirida, doença celíaca, transplante de intestino delgado, bem como dor abdominal e diarreia crônica, podem ser exploradas com o uso da cápsula.

A UNIGED já iniciou seu funcionamento e, para o ano que vem, poderá agregar novas tecnologias. Para os pacientes, isso se traduz em diagnósticos e tratamentos cada vez mais precisos, eficientes e seguros.

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