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Medicina Intensiva – uma especialidade em crescimento
As unidades de terapia intensiva surgiram com o objetivo de cuidar do paciente agudamente enfermo e, geralmente, com alguma condição ameaçadora à vida.
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Dr. Amadeu Martinez

As unidades de terapia intensiva surgiram com o objetivo de cuidar do paciente agudamente enfermo e, geralmente, com alguma condição ameaçadora à vida. Também possibilitaram a assistência no pós-operatório de intervenções complexas, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias. Desde seu início, vários recursos como novas tecnologias e medicações, bem como um melhor conhecimento de como conduzir um paciente com uma alteração grave de suas funções orgânicas, permitiram salvar muitas vidas.
Não apenas tais recursos, mas também a vigilância e o pronto atendimento ao paciente crítico, têm por objetivo tentar restabelecer o estado de saúde anterior ao problema que o levou à UTI. Isso é possível apenas com a atuação de uma equipe multidisciplinar, envolvendo profissionais de saúde nas suas diversas áreas, em prol da recuperação do paciente.
Há uma crescente complexidade dos problemas de saúde que chegam a uma UTI, bem como uma multiplicidade de variáveis, dados, monitores, técnicas, medicações com que o profissional que trabalha nessa área tem que lidar. Daí a necessidade de que esse profissional seja experiente e capacitado nessa especialidade médica: Medicina Intensiva. Este, habitualmente, tem também formação em alguma outra área da medicina como anestesiologia, cardiologia, pneumologia, nefrologia, cirurgia, gastroenterologia, infectologia e neurologia. Sem esquecer do papel essencial que exercem na assistência a esses pacientes, profissionais de outras áreas como enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia.
O paciente de UTI necessita ainda de um ambiente harmonioso e humanizado, aspecto cada vez mais tratado com a devida importância no bem estar do paciente, tão necessário para sua recuperação. Portanto, é a união de conhecimento, tecnologia, multidisciplinaridade, aprimoramento técnico, e humanização que trazem os resultados positivos.
Estabelecemos para a CTI do Hospital Espanhol um projeto focado nesses princípios mais modernos. Foi formatado um modelo assistencial conforme as recomendações da Associação de Medicina Intensiva Brasileira e Ministério da Saúde, composto por três plantonistas ao dia, nas 24 horas; além de médicos diaristas, que avaliam o paciente, como o próprio nome diz, diariamente, para que haja uma condução horizontal, considerando as suas doenças prévias, o motivo que o trouxe à UTI e tudo que ocorrer com o mesmo durante sua permanência na unidade. A equipe médica é composta por profissionais experientes e qualificados na área, com a visão de que deve ser oferecido o que há de melhor no atendimento aos pacientes conforme o que determinam os conceitos mais atuais na literatura médica.
A medicina tem suas limitações e não tem a solução para todos os problemas de saúde. Inúmeras vezes nos deparamos com essa realidade numa UTI, mas cabe ao médico buscar sempre o melhor a ser feito para cada caso, e os meios para isso, frente a qualquer que seja a situação que se apresente, tanto naqueles que reúnem condições de recuperar-se; como nos que, infelizmente, não sobreviverão. Serem cuidados com capacitação, ética, humanidade, qualidade e dignidade....isso é tudo de que os pacientes e seus familiares necessitam.

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